Crítica a Unplanned – e explicações

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Fortaleça o Brasil Paralelo: https://go.hotmart.com/F8561528F

Trailer Legendado Unplanned: https://youtu.be/LGaUOj4XDaA
Conta oficial do filme no Twitter: https://twitter.com/unplannedmovie

Artigo original: https://www.wordonfire.org/resources/article/seeing-abortion/23916/

Nosso novo canal: www.youtube.com/Estibordo

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33 COMENTÁRIOS

  1. Chorei só com esse artigo, imagina se vejo o filme. Eu sinceramente já perdi as esperanças na humanidade, não consigo acreditar que vivo em um mundo onde o infanticídio é aceitável e propagado

  2. Boa ideia de propor para o Brasil Parelelo fazer um documentário sobre o Aborto. Lembrando que os maiores defensores deste genocídio estão no STF – Barrosão e Cia. Portanto, acho que o tema do ativismo judicial do STF pode dar liga com a linha do Brasil Paralelo. Boa sorte e conte com meu apoio.

  3. Tradutores, assisto no app e este mesmo, quando eu curto e deslizo a tela para baixo e quando volto, houve deslike. E também, quando dou pausa, também deslike. Além do que se sabe quando se gira a tela, também deslike.

  4. Artigo Traduzido – Vendo o Aborto

    Nós estamos diante de um ponto de inflexão no importante debate moral a respeito do aborto no nosso país – não porque novos argumentos apareceram, mas porque leis que de tão bárbaras nos surpreendem foram aprovadas, e um filme tão visceral em sua apresentação da realidade de um aborto encontrou uma grande audiência. Como John Henry Newman nos lembrou, concordância com uma proposta raramente é uma questão de convencimento por meio de demonstração racional; na verdade, geralmente é uma questão de acumular argumentos, imagens, impressões, experiências e testemunhos.

    Os protocolos legais que agora permitem que em Nova Iorque, Delaware e outros estados, uma criança seja massacrada no útero em qualquer momento de sua gestação – e de fato, até mesmo na mesa do hospital ou clínica, caso a criança milagrosamente sobreviva o aborto – enojaram grande parte do país. E eles permitiram que as pessoas vissem, em termos indubitavelmente claros, as implicações finais dessa deformada ideologia “pró-escolha”/pro-choice. Se uma mãe decidir receber sua criança e ela nascer, essa criança é, de alguma forma ligada a essa escolha, sujeita a dignidade e lhe cabe toda a proteção da lei; e se uma mãe escolhe o oposto, mesmo um bebê recém-nascido lutando para respirar em uma mesa de operação pode ser assasinado e descartado como um pedaço de lixo. A biologia e metafísica que se danem: nossas decisões subjetivas determinarão a realidade – e o resultado é o infanticídio com as bençãos do Estado. Tão obviamente insano, tão claramente perigoso, tão reconhecivelmente perverso são essas leis que elas estão fazendo com que muitas pessoas reconsiderem seu posicionamento em relação ao aborto.

    Unplanned, (Não planejados), a história da dolorosa transição de Abby Johson de posição como diretora de uma clínica da Planned Parenthood (abortista) para uma forte oponente do aborto, surpreendentemente se provou um filme popular, apesar da sua temática sombria e apesar de considerável oposição institucional. Como muitos já apontaram, a Sra. Johnson está assumindo uma posição análoga àquela representada por Harriet Beecher Stowe no século XIX. Enquanto havia vários argumentos em ambos os lados do debate sobre a escravidão naquela época, muitos defensores da escravidão passaram por uma conversão ao abolicionismo, não por causa das demonstrações racionais, mas exatamente através da influência da vívida representação da realidade concreta da escravidão em “A cabana do Pai Tomás” (Uncle Tom’s Cabin). Então hoje, os argumentos e slogans de ambos os lados da controvérsia do aborto são bem conhecidos, e grande parte das pessoas parece estar mais ou menos certas de qual sua posição. Mas Unplanned não argumenta mais do que mostra. “Aborto” se torna, como deveria, não uma questão abstrata, mas um fato, real, sangrento e “na sua cara”.

    O filme começa com o evento que provou ser decisivo para a própria Abby Johnson. Como diretora e administradora de uma clínica da Planned Parenthood, ela estava, com toda certeza, a par do que acontecia nas premissas, mas ela raramente tinha se envolvido com um aborto de fato. Uma tarde ela foi chamada a uma sala de operação e lhe pediram que segurasse o equipamento que permitia ao médico ver a imagem de ultrassom da criança no útero. Conforme o doutor foi fazendo o serviço, Abby pôde ver claramente a criança descansando confortavelmente e então reagindo violentamente conforme o dispositivo de sucção foi inserido no útero. Para seu horror, ela então viu um pequeno braço ser sugado, só pra reaparecer, logo depois, como uma sopa sangrenta no catéter ao seu lado. Conforme ela assistia, incapaz de tirar seus olhos daquela cena horrível, ela viu o bebê gravemente ferido continuar a evadir o dispositivo, até que uma perna desapareceu, e então outro braço e finalmente a cabeça do bebê. E de novo, os restos daquela criança surgiram como lama no catéter. Com isso, ela correu para fora do quarto, vomitou no banheiro e resolveu se dissociar para sempre da Planned Partenhood. O filme deixa claro que ela ouviu argumentos contra o aborto durante toda sua vida, pois seus pais e marido eram ardentemente e vocalmente pró-vida, mas ela tomou sua decisão somente depois que viu o que significava encerrar a vida de uma criança por nascer. Sua esperança, obviamente, é que seu filme causará um efeito similar em muitos outros.

    Uma das cenas mais memoráveis em Unplanned trata de uma estranha e pequena festa que ocorreu na clínica, após o expediente. Abby, olha só, esteve grávida, e suas colegas – todas mulheres – se juntaram para fazer um chá de fralda. Lá se viam balões, os presentes amáveis, abraços encorajadores – todos para demonstrar a alegria por um novo bebê a nascer. Mas então nós nos lembramos que esses profissionais da saúde, esses bons amigos da Abby, passaram o dia inteiro matando os bebês de outras mulheres. De fato, o sangue daqueles procedimentos ainda estão nos seus sapatos e nos esfregões da clínica. Como essa cena é possível? As condição para sua possibilidade é a ideologia lunática da “escolha” citada acima: se o bebê é desejado, façamos uma festa; se é indesejado, matemos ele e joguemos seus restos mortais em uma lixeira. Defensores da “pró-escolha” devem saber que essa é a implicação da sua filosofia, mas Unplanned os obriga a ver isso.

    Em 1850, muitas pessoas boas e empáticas defendiam a instituição da escravidão. Agora, somente pessoas loucas o fariam. Em 2019, muitas pessoas boas e empáticas defendem a posição pró-escolha. Só se pode ter esperança de que essas novas leis, e esse filme intenso e perturbador, irão adiantar o dia em que somente as pessoas loucas o farão.

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