Thomas Sowell versus feminista

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THOMAS SOWELL: DESTRUIDOR DE FALÁCIAS IDEOLÓGICAS

Thomas Sowell, renomado economista americano, Sênior do Instituto Hoover, na Universidade Stanford, é um negro que vai na contramão do discurso oficial dos defensores das políticas de ações afirmativas. Formado em Economia pela Universidade Harvard (1958), com Mestrado pela Universidade de Columbia (1959) e Doutorado pela Universidade de Chicago (1968), Sowell é um experiente pesquisador dos malefícios das políticas de ações afirmativas não só nos Estados Unidos, mas em diversos países. Seu livro Ação Afirmativa ao Redor do Mundo, publicado no Brasil pela É Realizações, é fruto de mais de 30 anos de pesquisas, cujo resultado é um profundo diagnóstico – com dados empíricos e estatísticos comparados – do prejuízo que tais políticas causaram a seus supostos beneficiados.

No Brasil, é costume dos grupos ideológicos que militam pelas chamadas “minorias”, copiarem a forma dos movimentos americanos, sem, contudo, verificarem seu contexto e conteúdo. No caso do sistema de Cotas, por exemplo, como avaliar a ascendência do candidato num país formado majoritariamente por negros? Sim, pois, de acordo com o IBGE (Censo/2010), a soma de pretos e pardos – que compõem a classificação Negros – resulta em mais de 50% da população brasileira. Aliás, a militância adora usar esses números quando deseja confirmar sua tese de que os negros, apesar de maioria, são figuras raras nas universidades.

Entretanto, destes 50%, somente 7,6% são pretos[1] – os mais facilmente classificáveis. Ou seja, mais de 43% da população se encontra naquele matiz que vai desde o quase preto até o quase branco. Portanto, só esse número já seria o suficiente para relativizarmos a baixa quantidade de negros nas universidades brasileiras. E mais: temos ainda de considerar o critério obtuso da autodeclaração, que confunde ainda mais o problema – os recentes Tribunais Raciais (chamados pomposamente de Comissão para Cotas)[2] instaurados em concursos públicos não me deixam mentir.

No vídeo em questão, uma entrevista para o programa Firing Line, de William F. Buckley Jr., gravado em 1981, Thomas Sowell nos dá um exemplo de sua genialidade ao responder às falácias costumeiras que brotam do arcabouço das ideologias. Convidada a fazer alguns questionamentos, a advogada Harriet Pilpel, conhecida militante feminista – inclusive como conselheira da famigerada ONG abortista Planned Parenthood –, apresenta alguns dados estatísticos que “provam” que negros ganham menos que brancos, mulheres ganham menos que homens, e mulheres negras ganham ainda menos que todos. A resposta de Sowell é um “direto de direita”: em uma pesquisa como essa, é praticamente impossível encontrar pessoas uniformemente representadas em grupos humanos. As estatísticas mentem quando não levam em consideração aspectos importantes como idade, educação, carreira e estado civil; mas simplesmente colocam num mesmo balaio negros e brancos, homens e mulheres, e saem dizendo que uns ganham menos que outros.

Thomas Sowell, ainda pouquíssimo conhecido no Brasil, é um desses raros homens cuja erudição e inteligência são praticamente insuperáveis em seu campo de atuação. Economista genial, analista político assertivo e debatedor implacável, Sowell vem, desde a década de 1970, tirando o sossego de ideólogos que julgam serem as narrativas mais potentes que a verdade; mas que, uma vez confrontados, são reduzidos a pó.

Paulo Cruz é professor de Filosofia e Sociologia no Ensino Público e Privado, e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de SP.

1 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/04/29/brancos-sao-menos-da-metade-da-populacao-pela-primeira-vez-no-brasil.htm.
2 http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/08/candidato-a-cotas-raciais-tera-de-confirmar-autodeclaracao

Veja nosso post sobre o trabalho de Paulo Cruz e sua participação no Brasil Paralelo:

Tradução: João Colchete
Revisão: Hugo Silver

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35 COMENTÁRIOS

  1. Acho interessante que o pessoal, que compra e vende esse discurso da senhorinha, se quer pode comentar algo em contrapartida aqui, tamanha a assertividade e precisão da fala do Sowell. Nota-se nos comentários, não houve um para argumentar coisas desconexas com palavras rebuscadas e de "efeito", para passar vergonha, e olha que eles são bons nisso. É como se por um momento até eles percebessem a falsidade e imposição de que isso se trata, mas acabam escolhendo, não sei por qual motivo, acreditar nisso contra a clareza dos fatos. Pessoas como esse cara servem de inspiração, pois enquanto houver quem fale, com tamanha propriedade diga-se de passagem, outros poderão abrir seus olhos e andar com suas próprias pernas.

  2. ou seja, as mulheres, faz muito tempo, estão com mais escolaridade, mesmo assim acabam ocupando cargos menores, contradizendo o que o camarada diz, ele pode falar, mas dai o que ele falar virar verdade, só vale pra ele.

  3. "A diferença salarial entre negros e não-negros com nível universitário aumentou no país. Por exemplo, para cada R$ 1000 ganhos por um trabalhador não-negro, os negros, com mesma escolaridade, ganham R$ 650 na região metropolitana de São Paulo. É o que diz o boletim especial sobre a inserção da população negra no mercado de trabalho feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados e divulgado nesta terça-feira (14)."

  4. A senhora entrevistadora parece que não entendeu a explicação do professor Thomas Sowell, pois ela falou uma coisa muito boba ao final do vídeo, com todo respeito a ela, que pelo tempo do vídeo, já não deve estar mais no plano terreno.

  5. O fato de as mulheres trabalharem menos no mercado de trabalho e trabalharem mais em casa dá a elas a oportunidade de ser mais presentes na criação dos filhos e assim formar pessoas mais amigáveis. Se trabalharem fora tanto quanto os homens, a tendência é elas se tornarem mais competitivas…

  6. Mitou! Isso tudo é uma falácia das grandes. Trabalho como uma cachorra mesmo depois de aposentada e não fico atrás de ninguém. Já aquelas que querem licença maternidade para ficar em casa quatro meses trocando fralda de criança, depois não reclamem dos rendimentos. Após o nascimento do meu filho, voltei a trabalhar em trinta dias; uma colega voltou após dezoito dias e outra depois de oito dias, com uma cinta apertando a barriga. Somos mulheres que fazem, ao contrário de quem fica se vitimizando.

  7. Uma vez no grupo do Facebook levei uma surra de umas feministas, sai de lá pedindo desculpas. Tudo porque eu pensava que as estatísticas delas eram verdadeiros e eu não sabia refutar. Disseram que se não fosse o feminismo eu não teria o direito de votar quisa falar. Meu Deus, eu agradeço por ter ficado mais esperta com essas quengas do mau e por ter descobrindo que as estatísticas delas são mentirosas em relação a tudo que elas defendem. E agradeço também por não dever nada ao movimento feminista ou a alguma feminista do caralho, nem por voto nem por nada já que por graça Divina foi um homem que no Brasil conseguiu o direito do voto feminino quando o feminismo aínda engatinhava na Europa. Os direitos de voto e liberdade de trabalho etc da mulher iam acontecer no Brasil e no mundo de qualquer jeito, pois é conseguencia do amadurecimento da sociedade. Feminismo é doença. Tenho todos os direitos não preciso de mais nenhum agora só quero meus privilégios por ter nascido mulher.

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